Jornada Estratégias de Inteligência Artificial para a Transformação Governamental - Sessão 1: O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
Como o Brasil está se preparando para a era da inteligência artificial? Conheça os eixos, prioridades e desafios do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e seu papel na estratégia nacional de desenvolvimento e uso responsável da tecnologia. Reflita sobre como lideranças públicas podem transformar essa agenda em políticas, inovação e resultados concretos para o país.
Remoto
2h
Carga horária
Quem pode se inscrever?
Ocupantes de cargos de liderança a partir de FCE/CCE 13 ou equivalentes em órgãos e entidades federais (a partir de FCE/CCE 10 ou equivalentes para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas ou pessoas com deficiência).
Ocupantes de cargos de liderança em órgãos e entidades estaduais ou municipais até o quarto nível hierárquico (prefeito(as), vice-prefeito(as), secretários(as), diretores(as), gerentes, coordenadores-gerais, assessores, adjuntos, substitutos e equivalentes). Até o quinto nível hierárquico (coordenação ou equivalentes) para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas ou pessoas com deficiência).
Critérios de Seleção
- 40% de reserva de vagas para pessoas negras;
- Paridade de gênero;
- Diversidade de órgãos;
- Diversidade regional.
Objetivos
Fortalecer a capacidade estratégica das altas lideranças do setor público para compreender, analisar criticamente e orientar estrategicamente o uso da inteligência artificial no setor público, tomando decisões informadas sobre prioridades, riscos, governança e aplicações da IA, com foco na geração de valor público, na proteção de direitos e na melhoria dos serviços prestados à sociedade.
Ao concluir esta sessão, espera-se que as(os) participantes sejam capazes de:
Compreender o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
- Identificar os principais eixos, objetivos e desafios do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial;
- Comparar a abordagem brasileira com experiências internacionais relevantes;
- Avaliar o papel das altas lideranças na implementação da estratégia em contextos federativos, setoriais e territoriais diversos.
Metodologia
A Jornada será desenvolvida por meio de uma abordagem participativa, dialógica e aplicada, combinando master classes com especialistas internacionais e brasileiros, estudos de caso, reflexões individuais e debates curtos orientados por perguntas-guia. Cada sessão de 2 horas prioriza a reflexão estratégica, a análise comparada de experiências e a aplicação prática, utilizando ferramentas digitais como enquetes, chat e quadros colaborativos para promover participação ativa mesmo em formato remoto. O enfoque valoriza o intercâmbio de experiências, a construção coletiva de conhecimento e o fortalecimento das capacidades de liderança para implementar a inteligência artificial de forma ética, segura e orientada a resultados no setor público.
Principais tópicos
Foco: Direcionamento estratégico, prioridades nacionais e desafios de implementação.
Principais tópicos:
- Visão geral do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA): premissas e objetivos, eixos e ações estruturantes.
- Articulação entre governo federal, estados e municípios na agenda de IA.
- Capacidades instaladas no Brasil: universidades, centros de pesquisa, empresas e setor público.
- Lacunas críticas: dados, infraestrutura computacional, talentos e financiamento.
- Conexão da estratégia nacional com agendas internacionais (OCDE, UNESCO, G20).
- O papel das lideranças públicas na tradução da estratégia em políticas, programas e resultados concretos.
15 mai - 15 mai 2026
Ver datas e horários- Descrição: Jornada Estratégias de Inteligência Artificial para a Transformação Governamental - Sessão 1: O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
- Turma aberta
- Local: ZOOM
- Inscrições: 16 abr a 03 mai
- 30 vagas
15 de maio a 15 de maio
Remoto
Local
ZOOM
Professor
Em breve
-
15 mai
Sex
10h00 às 12h00
Outras Informações
A inteligência artificial está rapidamente se consolidando como uma das principais forças de transformação dos Estados, das economias e das sociedades contemporâneas. Mais do que uma inovação tecnológica, a IA tornou-se um ativo estratégico capaz de redefinir a forma como governos planejam políticas públicas, tomam decisões, organizam suas instituições e entregam valor à sociedade. Nesse contexto, lideranças públicas são chamadas a compreender, orientar e governar essa transformação de maneira ética, segura e alinhada ao interesse público.
A Jornada Estratégias de Inteligência Artificial para a Transformação Governamental foi concebida para fortalecer a capacidade estratégica de altas lideranças do setor público federal, estadual e municipal, oferecendo uma visão integrada, crítica e comparada sobre os desafios e as oportunidades da inteligência artificial no governo. Ao longo de oito sessões, a Jornada propõe um percurso formativo que conecta o cenário global às realidades nacionais e locais, sempre com foco na geração de valor público e na melhoria concreta da vida dos cidadãos.
A Jornada tem início com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), discutindo prioridades, capacidades, desafios de implementação e o papel das lideranças públicas na tradução de diretrizes estratégicas em políticas, programas e resultados efetivos.
Reconhecendo que a adoção da inteligência artificial no setor público exige limites claros e responsabilidades bem definidas, a Jornada dedica atenção especial aos temas da ética, da regulação, da segurança da informação e da proteção de dados, reforçando a centralidade dos direitos fundamentais, da transparência e da confiança social no uso governamental dessas tecnologias.
A partir dessa base estratégica e normativa, o foco se desloca para a transformação do Estado por dentro, abordando modelos de governança, desenvolvimento de capacidades institucionais e o uso da IA para ampliar a eficiência, a produtividade e a qualidade das decisões públicas. Mais do que automatizar processos, discute-se como integrar a inteligência artificial à estratégia governamental, à gestão pública e às pessoas que fazem o Estado funcionar.
Na etapa final, a Jornada se orienta explicitamente para a entrega de valor ao cidadão, explorando aplicações concretas da IA nos serviços municipais, na saúde pública e na educação. Esses debates destacam tanto o potencial da tecnologia para promover personalização, eficiência e equidade quanto os riscos de aprofundamento das desigualdades, reforçando a necessidade de escolhas políticas conscientes, inclusivas e orientadas ao interesse público.
A Jornada se encerra com uma leitura do contexto internacional e geopolítico da inteligência artificial, explorando tendências, disputas e cenários futuros que já impactam o papel do Estado no século XXI.
Realizada em formato de master classes executivas, com aulas remotas de até duas horas, a Jornada busca promover o diálogo qualificado entre especialistas internacionais e brasileiros, oferecendo às lideranças participantes uma perspectiva comparada, aplicada e estrategicamente relevante. Ao final do percurso, espera-se que os participantes estejam mais preparados para liderar iniciativas de inteligência artificial de forma responsável, estratégica e comprometida com a modernização do Estado e com as necessidades da sociedade brasileira.
As sessões da Jornada serão estruturadas a partir de perguntas que orientam o diálogo entre especialistas internacionais e brasileiros. Essas perguntas foram cuidadosamente formuladas para promover o contraste e a convergência entre diferentes contextos nacionais, ampliando a capacidade analítica das lideranças participantes. Mais do que discutir aspectos tecnológicos, o enfoque recai sobre as decisões estratégicas que cabem às lideranças públicas diante do uso da inteligência artificial, buscando extrair aprendizados comparados e aplicáveis à realidade do setor público brasileiro.
- Sessão 1: O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial;
- Sessão 2: Inteligência Artificial, Perspectivas Regulatórias e Ética;
- Sessão 3: Estratégia, Capacidades e Governança;
- Sessão 4: Aumentando a Eficiência e a Produtividade Governamental;
- Sessão 5: Promovendo o uso responsável, transparente e seguro da IA nos serviços municipais;
- Sessão 6: IA para Cuidar Melhor: Personalização, Eficiência e Equidade na Saúde Pública;
- Sessão 7: Inteligência Artificial e o Futuro da Educação Pública;
- Sessão 8: O Futuro do Desenvolvimento da Inteligência Artificial.
Docentes:
Mediadora: Thaciana Guimaraes de Oliveira Cerqueira
Doutora (2020) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) na área de Ciência da Computação (Sistema de Recomendação para plataforma GitHub), mestrado (2004) pela Universidade de Brasília (UNB) na área de Sistemas Distribuídos, graduação em Ciência da Computação pela UFCG (1999). Atualmente, Coordenadora-Geral de Fomento a Inteligência Artificial Responsável e coordenadora do Núcleo de IA do Governo, pela SGD, do Plano Brasileiro de IA. Fui gestora do projeto da Jornada do Estudante, no Ministério da Educação. Este projeto recebeu o Prêmio ABEP 2022. Além da experiência como instrutora do Curso Internacional de Liderança em Transformação Digital e outros cursos na ENAP. Possuo larga experiência em gestão de projetos, governança de dados, aprendizagem de máquina, analytics, contratações, normativos direcionados para TI e transformação digital pela Secretaria de Governo Digital.
Hugo Valadares Siqueira
Engenheiro eletricista e pesquisador especializado em inteligência computacional, otimização e sistemas avançados de previsão. Graduou-se em Engenharia Elétrica pela UNESP (2006) e concluiu mestrado (2009), doutorado (2013) e pós-doutorado (2014) na UNICAMP, além de um segundo estágio de pós-doutoramento na Poli-UPE e na Illinois State University (2017).
Possui atuação destacada nas áreas de Engenharia de Produção, Elétrica, Eletrônica e Ciência da Computação, com ênfase em modelos bio-inspirados, redes neurais, previsão de séries temporais, mineração de dados e otimização multiobjetivo. É autor de diversas publicações de impacto e coordena grupos e laboratórios dedicados ao avanço da inteligência computacional, como o GIDIC-CNPq e o LICON da UTFPR.
Servidor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde é Professor Adjunto, Hugo também atuou no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI) como Coordenador-Geral de Tecnologias de Informação e Informática (2023–2025). Atualmente, é Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital (DECTI), na Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (SETAD) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Perguntas Frequentes
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