Escutatória e Comunicação Produtiva para Feedback - LideraGOV 2.0 - Alunos

Capacitação inscrita no âmbito do LideraGov, Programa de Formação de Novos Líderes da Administração Pública Federal e ofertada exclusivamente a uma rede de servidores com potencial, motivação e alta capacidade de gestão, aptos a atuar como líderes inovadores e a ocupar cargos e funções estratégicas na Administração Pública Federal.

Icone presencial

Remoto

16h

Carga horária

Quem pode se inscrever?

80 servidores públicos da Administração Pública Federal previamente selecionados por meio de processo seletivo próprio.

Objetivos

Objetivo Geral

  • Promover a capacitação dos alunos do Lideragov para ocuparem cargos de alta gestão na Administração Pública Federal.

Objetivos específicos:

 

1) Preparar os alunos para as 4 sessões de "Diálogo Formativo" de Feedback com seus superiores hierárquicos, previstas como parte do percurso de formação do Programa LideraGov.

1) Fornecer orientações sobre a melhor forma de oferecer e receber feedback.


3) Auxiliar os altos dirigentes a incorporar em sua atividade profissional as competências relacionais e de comunicação em situação de liderança, notadamente os conhecimentos e técnicas de escutatória e comunicação produtiva para feedback.


4) Favorecer, por meio da formação conjunta dos alunos e dos seus superiores hierárquicos, mudanças comportamentais efetivas no âmbito da organização.

Metodologia

O curso possui carga horária total de de 16h e é estruturado em formato de oficinas. As oficinas terão duração de 8 horas na modalidade telepresencial (online via Zoom) divididas em duas sessões de 4h cada, onde os participantes entrarão em contato com o tema em discussões estruturadas em grupos e mediadas pelo instrutor.

A metodologia do curso inclui também 4 horas de atividades autoinstrucionais e mais 4 horas de atividades práticas de diálogo formativo/feedback. 

A formação, que emprega a melhores técnicas e habilidades para transferência de conhecimentos, é realizada por meio virtual e remoto (videoconferências), por meio  de oficinas que envolvem atividades práticas, exercícios individuais e em grupo, simulações e trocas de experiência, considerando as especificidades do público alvo.

Principais tópicos

A carga horária deste curso é composta de: 

  • 2 oficinas de 4 horas cada totalizando 8 horas
  • 4 horas de atividades autoinstrucionais
  • 4 horas de atividades práticas de diálogo formativo/feedback

AS OFICINAS

O conteúdo das oficinas explorará técnicas de feedback por meio da ferramenta do “Feedback Espelho” adaptado para as novas exigências dos ambientes de trabalho acelerados, e em que as relações estão mediadas pelas tecnologias. A ferramenta oferece ao participante do workshop um “framework” para conduzir seus feedbacks com as seguintes bases:
 

Feedback de reconhecimento: Em primeiro lugar desenvolver uma prática de feedback positivo e de reconhecimento (o que é muito mais do que um elogio ou apenas dizer “bravo!”). Isso porque é mais eficaz desenvolver o que já temos de bom do que corrigir o que temos de ruim. Além disso é a garantia de ter legitimidade na hora de fazer feedback corretivo. O objetivo aqui é fazer perguntas especificas de tal forma que a pessoa foque a sua atenção sobre o que acontece quando ela se sai bem  na entrega de uma tarefa, fazer com que ela perceba seus padrões e avalie suas atitudes e comportamentos ela mesma, para ser capaz de construir seu próprio plano de ação. Isso porque não se transfere conhecimento, se cultiva, se expande, se exercita e se expande aquilo que já temos de bom.


Feedback corretivo ou de orientação: A abordagem incentiva a focar o diálogo sempre no futuro, na descrição dos comportamentos esperados e não no julgamento de comportamentos passados (feedforward). A intenção é que o feedback seja recebido como um presente, com o objetivo de desenvolver a pessoa de um determinado ponto para frente,  e não condenar ou julgar o passado. Deixa-se claro a diferença entre um feedback e um pedido. A qualidade do feedback requer uma sistemática de preparação tanto das palavras, como das emoções e dos fantasmas internos. Só assim é possível conduzir a conversa com foco. 


A seguir, explicitam-se alguns marcos da abordagem a serem trabalhados em dois momentos chaves:1) o da preparação da fala inicial; e 2) o da condução da conversa com escutatória.


i) As primeiras palavras: A preparação é trabalhada tanto nos seus aspectos emocionais que racionais. Verbais e não verbais. A maneira como se introduz a conversa, a estrutura das primeiras palavras é fundamental para captar a atenção do outro, delimitar o foco da conversa, verificar que as duas partes partem do mesmo lugar e compartilhem o diagnóstico da situação e definir os papéis de cada um na “história” a ser co-criada.


ii) Fatos: Observar, anotar, e reunir fatos comprovados e incontestáveis para formar uma narrativa neutra e sem julgamento, sem generalização, justificativas ou referência a terceiros. Separar fatos e pessoas; focar a maneira, o jeito e não a pessoa.


iii) Com combinado ou sem combinado prévio: Diferenciar feedbacks com combinados prévios e feedbacks para os quais ainda não houve combinados anteriores (por exemplo quando se trata de comportamentos e atitudes) pois para cada um deles corresponde o seu devido espelho.


iv) Erro ou falta: Diferenciar feedbacks para “erro” (é a primeira vez, a pessoa não sabia...) e para “falta” (a pessoa já sabia e mesmo assim fez errado...), pois para cada um deles corresponde uma maneira de construir o plano de ação.


v) Negociável ou não negociável: Explorar suas intenções e preparar as suas palavras, seu estado de espirito, sua comunicação verbal e não verbal, e sobre tudo qual é a ação concreta/comportamento esperado que espero que a pessoa diga ou faça como resultado da conversa. Embora seja o resultado do plano de ação que acontece depois do feedback em si, já preparo meus cenários antes. Evitando os riscos clássicos que costumam atrapalhar.


vi) O efeito espelho: com ele, o líder não precisa desgastar a sua autoridade, imagem ou a qualidade da relação isso porque a autoridade do pedido não vem dele, a autoridade nasce da tensão narrativa que emerge da fala dele quando faz a justaposição simples e direta entre os fatos observados e o espelho . Por este motivo o feedback espelho funciona em todas as direção, também ascendente (feedback para o chef) e horizontal (feedback para seus pares, clientes ou fornecedores).

vii) Escutatória com foco: A transformação acontece pela qualidade da escuta de quem dá o feedback. Ou seja, depois que a fala inicial acontecer se estabelece um diálogo onde é necessário acolher a curva de emoções do outro, e usar a ferramenta do foco para redirecionar respostas “fora do campo”. Vemos como lidar com resistências, objeções, subentendidos, opiniões contrárias e até má fé. Vemos como dizer não, discordar, apresentar uma posição contrária, mantendo a qualidade da relação e sobre tudo a escuta do nosso interlocutor. Vemos como lidar com sinais não verbais, a exemplo de postura, expressão facial e contato visual, no ato interativo e de comunicação. A condução da reunião com foco e escutatória permite conjugar exigência e empatia – Colocar e valorizar a história do outro e, ao mesmo tempo posicionar a sua de forma firme, clara e eficiente. É necessário dar a nossa atenção para receber atenção do outro, dar a prova da nossa escuta, acolher a legitimidade da posição antagonista para que o outro se aproxime de nós e decida nos escutar de volta, desarmado, de igual para igual. Trabalhamos o uso do silêncio, da respiração, o ritmo da fala, isso porque temos a tendência natural a preencher o silêncio pelas nossas palavras, pela nossa história. É a arte de acolher sem necessariamente concordar, e assumir sem se culpar.


viii) Plano de ação: seja corretivo ou de reconhecimento, a conversa deve cocriar, negociar, um plano de ação associado com um plano de controle. As ferramentas de escutatória com foco provocam engajamento fazendo com que a pessoa verbalize um plano de ação e assim se compromete com as suas próprias palavras. Evitando os riscos corriqueiros das perguntas indutivas, ou ainda de dar o plano de ação pronto para o outro. Frequentemente, planos de ações promovem novos combinados. IMPORTANTE! O o papel do líder é ser o “guardião dos combinados”!


AS VIDEOAULAS


O conteúdo das videoaulas, disponibilizadas de forma complementar às oficinas telepresenciais, abordará aspectos inerentes à condução, com sucesso, de atividades de feedback:
 

  • Como escutar mais e melhor.
  • Como se comunicar melhor online.
  • Como dar provas de escuta e empatia para que o seu interlocutor se sinta escutado.
  • Como evitar falsas provas de empatia.
  • Como desenvolver a sua escuta interna.
  • Como desenvolver a sua curiosidade através de perguntas abertas.
  • Como evitar os ruídos na comunicação.
  • Como criar um “rapport”, uma conexão com o seu interlocutor.
  • Como lidar com as curvas de emoção (sua e do seu interlocutor).
  • Como evitar os cacoetes de linguagem que atrapalham a comunicação.
  • Como desenvolver uma escuta cirúrgica.
  • Como anotar de um jeito diferente para conduzir a conversa com foco.
  • Quais as diferenças entre comunicação presencial e remota, seja por e-mail, telefone, vídeo conferências ou WhatsApp.
  • Quais as nossas limitações em termos de escuta de acordo com a neurociência.
  • Quais as habilidades que fazem diferença em mundo acelerado.

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Outras Informações

Partindo do pressuposto de que o processo de desenvolvimento de competências deve partir do entendimento aprofundado dos desafios e dilemas reais da liderança, de modo a possibilitar a aplicação do conhecimento adquirido a situações concretas, e promover mudança efetivas de comportamentos e atitudes na organização, o Programa LideraGOV previu, como parte de suas atividades de formação, a realização de encontros mensais, de uma hora de duração, denominados “Diálogos Formativos”, entre os alunos do programa e seus superiores hierárquicos. Esses encontros com a chefia servirão para troca de feedbacks sobre o desempenho dos liderados e orientação no seu processo de desenvolvimento de competências de liderança. Além disso, estas conversas (feedbacks) serão importantes para conectar a organização com o processo de formação, além de favorecer o estabelecimento de uma futura rede de líderes, de apoio e aprendizado mútuo.

Desse modo, a atividade de capacitação "Escutatória & Comunicação Produtiva para Feedback" tem como propósito estender às lideranças que atualmente ocupam a função de superiores hierárquicos dos alunos do LideraGov a oportunidade de  qualificação oferecida pelo Programa de modo a prepará-los para a realização desses encontros e favorecer a qualidade das interações entre líderes e liderados. 

Perguntas Frequentes

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